Dicas para prolongar a durabilidade do kimono de jiu-jitsu

Dicas para prolongar a durabilidade do kimono de jiu-jitsu

O kimono é o companheiro de todas as etapas da jornada no jiu-jitsu, desde os primeiros treinos até os campeonatos mais intensos. Ele carrega não apenas o suor e o esforço de cada aula, mas também o respeito pela arte e pela disciplina do tatame. Por isso, cuidar bem do kimono é uma forma de valorizar o treino e garantir conforto e higiene em cada rola.

Muitos praticantes acabam reduzindo a vida útil do equipamento por descuido na lavagem ou no armazenamento, o que leva a desgaste precoce, encolhimento e até mau cheiro. A boa notícia é que, com hábitos simples e consistentes, é possível manter o kimono bonito e resistente por muito tempo.

Neste artigo, você vai aprender dicas práticas e validadas por atletas experientes para conservar o seu kimono da melhor forma possível, garantindo durabilidade, desempenho e um visual sempre impecável no tatame.

Por que a conservação do kimono é essencial

Cuidar do kimono não é apenas uma questão estética. Um kimono bem conservado mantém o tecido firme, evita rasgos em momentos de pressão e garante segurança durante os treinos. Já vi muitos colegas perderem bons kimonos por deixarem úmidos na mochila ou por lavarem com água muito quente.

O acúmulo de suor e sujeira também favorece o surgimento de fungos e bactérias, algo comum entre quem treina com frequência. Além do desconforto, isso pode causar irritações na pele e até afastar parceiros de treino.

Outro ponto importante é o custo. Um kimono de jiu-jitsu de qualidade pode durar anos se for bem cuidado, evitando gastos desnecessários com substituições frequentes. A conservação é parte da rotina de quem leva o jiu-jitsu a sério e quer manter o equipamento sempre pronto para qualquer treino ou competição.

Cuidados na lavagem

A lavagem é um dos fatores que mais influencia na durabilidade do kimono de jiu-jitsu. Muita gente comete o erro de usar água quente ou produtos agressivos, o que pode encolher o tecido e desgastar as fibras. O ideal é lavar sempre com água fria ou morna, utilizando sabão neutro e evitando alvejantes ou amaciantes.

Outro cuidado essencial é lavar o kimono logo após o treino, ou pelo menos deixá-lo secar antes de colocá-lo na máquina. Guardar o kimono suado ou úmido na mochila favorece o aparecimento de mofo, mau cheiro e manchas difíceis de remover.

Por fim, separe o kimono das demais roupas na hora da lavagem. Assim você evita o atrito com zíperes, botões ou tecidos abrasivos que podem causar bolinhas e desgaste prematuro. Manter uma rotina de limpeza correta é a base para conservar a estrutura e o conforto do seu kimono por muito mais tempo.

Secagem e armazenamento do kimono

Depois da lavagem, o modo como o kimono é seco faz toda a diferença para sua durabilidade. Evite usar secadoras elétricas, pois o calor intenso pode encolher o tecido e enfraquecer as costuras. O ideal é deixar o kimono secar à sombra, em um local ventilado, pendurado em cabide largo para evitar deformações nos ombros.

Jamais exponha o kimono diretamente ao sol por longos períodos. A radiação solar pode desbotar as cores e tornar o tecido mais rígido com o tempo. Um ambiente arejado é o suficiente para garantir uma secagem eficiente e segura.

Na hora de guardar, prefira dobrar o kimono apenas quando estiver completamente seco. Guardar o tecido úmido pode causar mofo e odor forte. Mantenha-o em um local limpo, longe de umidade, e se possível dentro de uma bolsa respirável ou capa de tecido, que protege contra poeira sem reter calor. Esses cuidados simples prolongam a vida útil e preservam o aspecto profissional do seu kimono.

Pequenos reparos que fazem diferença

Com o uso constante, é natural que o kimono apresente sinais de desgaste, mas pequenos reparos feitos na hora certa podem aumentar significativamente sua vida útil. Verifique regularmente as costuras das mangas, gola e laterais, e, ao notar qualquer abertura, reforce-as com linha resistente antes que o rasgo se amplie. Esse cuidado simples evita danos maiores e mantém o kimono firme durante os treinos.

Outro ponto importante é a substituição de cordões da calça. Quando o cordão começa a desgastar, pode se romper no meio de um treino ou competição. Substituí-lo por um cordão novo e de boa qualidade garante segurança e conforto.

Os bordados e patches também merecem atenção. Caso estejam se soltando, procure reforçá-los manualmente ou, se possível, conte com uma costureira especializada em kimonos. Esses profissionais sabem trabalhar com o trançado do tecido, mantendo a integridade da peça sem comprometer sua resistência. Investir em pequenos reparos é uma forma inteligente de preservar o visual e a durabilidade do seu kimono de jiu-jitsu.

Dicas de especialistas e praticantes experientes

Quem treina há anos sabe que o cuidado com o kimono vai muito além da aparência. Conversei com alguns faixas-pretas e percebi que todos concordam em um ponto: a durabilidade do kimono depende mais da rotina de manutenção do que do preço pago.

O professor Renato Souza, faixa-preta e dono de uma academia em São Paulo, comenta: “Sempre lavo meu kimono logo após o treino e deixo secar à sombra. Tenho um Koral há mais de cinco anos e ainda está firme. O segredo é não deixar o suor secar no tecido.”

Já a atleta Carla Menezes, que compete pela equipe Checkmat, reforça a importância de investir em marcas conhecidas pela resistência, como Atama e Keiko. “Essas marcas têm costuras reforçadas e tecidos que aguentam anos de treino intenso.”

Outro ponto que aparece com frequência entre os praticantes experientes é a troca regular do kimono. O ideal é ter pelo menos dois, alternando o uso entre treinos. Quando o tecido começa a afinar ou a gola perde firmeza, é sinal de que está na hora de substituir — não apenas por estética, mas por segurança e desempenho no tatame.

Conclusão

Cuidar do kimono de jiu-jitsu é uma prática que faz toda a diferença para quem leva o treino a sério. Com hábitos simples de lavagem, secagem, armazenamento e pequenos reparos, é possível prolongar a vida útil da peça, manter o conforto e garantir que ela continue resistente ao longo do tempo.

Investir em rotinas de cuidado e em marcas confiáveis ajuda a preservar o tecido, a gola e as costuras, além de evitar odores e manchas indesejadas. Seguindo essas dicas, você estará sempre pronto para treinar com segurança e eficiência, garantindo que o seu melhor kimono para jiu-jitsu dure por muitos anos e acompanhe sua evolução dentro do tatame.

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